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De Catugi à Borrazópolis

A Gleba Rio Bom, como era denominada foi dada a construtora prestadora de serviços, que por sua vez era financiada pelo Banco Pelotense do Rio Grande do Sul. A Construtora não podendo honrar seus compromissos deu como pagamento todas as glebas de terra ao Banco Pelotense. Na crise mundial de 1930 o banco foi à falência, então o Estado do Rio Grande do Sul, Banrisul S/A, como era o maior acionista ficou responsável pelo acervo do extinto Banco no ativo e passivo. Para liquidar estas diversas propriedades o Estado autorizou o Banrisul S/A a lotear, vender e administrar todo o ativo de liquidação do ex Pelotense. A Colonização Rio Bom iniciou os trabalhos de loteamento pelo extremo mais próximo dos locais povoados, ou seja, Apucarana, fundando aí o Patrimônio de Rio Bom.

Em maio de 1947, o topógrafo Joaquim Vieira Pinheiro chefiando um grupo de medição chegaram ao local onde seria o futuro Patrimônio Borrazópolis. Como não havia estradas, o material necessário foi conduzido por tropa de animais em acesso por picadas. O trabalho de topografia levou seis meses com levantamento do patrimônio e chácaras. No inicio o acampamento era com barracas de lona, instalado na cabeceira do córrego Maringá onde atualmente é o matadouro municipal. Concluído os trabalhos topográficos de campo, as cadernetas foram remetidas para o escritório técnico do Dr. Othon Mader, engenheiro urbanista responsável pelos projetos e plantas, desenhos e cálculos. A Colonização de posse de todo esse material foi à Prefeitura de Apucarana (sede da Comarca), registrar o futuro Patrimônio. Cumprindo todas as exigências da época foi definitivamente aprovado e confirmado o nome de Borrazópolis.

Sr. Francisco José Borraz

Fotografia restaurada e colorida por IA

O nome dado ao município foi uma homenagem a um dos primeiros proprietários da gleba da região e incentivador do progresso da mesma, Francisco José Borraz. Ele era economista e funcionário do Banco Pelotense. Com a extinção deste, passou a ser um dos diretores do Banrisul, era um defensor do loteamento da gleba e contrário às investidas das imobiliárias que vinham fazendo proposta de comprar toda a gleba. Pela sua inteligência e capacidade, foi a maneira que os funcionários, técnicos e colaboradores encontraram para lhe prestar uma homenagem, emprestando o seu nome a futura cidade. Ele, como diretor do banco, facilitou e possibilitou diversos projetos para o desenvolvimento de Borrazópolis.

O município foi criado através da lei estadual nº 790 de 14 de novembro de 1951, e instalado em 14 de dezembro de 1952, tendo sido desmembrado de Apucarana. O primeiro lote urbano (lote 5, quadra 15) foi vendido a Orlando Corrêa. O segundo lote a Otávio Tomaz de Farias.

Dados Estatísticos

Área Territorial: 334,378 km²
População: 7.735 habitantes
Gentílico: Borrazopolitano

> Dados do IBGE
> Panorama do Censo 2022

Feriados Municipais

Emancipação Política (Aniversário do município): 14 de dezembro
Dia da Padroeira (Imaculada Conceição): 08 de dezembro

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